Micrastur é um gênero de aves falconiforme da família Falconidae, onde se classificam sete espécies de falcões. Habitam zonas de floresta tropical e subtropical do México, Guatemala, Argentina, Paraguai e Brasil. São aves muito difíceis de observar, pois vivem retraídas, em seu denso habitat florestal.
Esses falcões estão muito bem adaptados a um ambiente de vegetação densa: com asas curtas que permitem um vôo rápido, cauda longa que confere agilidade e um sentido de audição muito apurado. As espécies de Micrastur alimentam-se de outras aves, pequenos mamíferos e répteis. Tipicamente, permanecem imóveis nos galhos das árvores, até que passe uma presa ao seu alcance. Então, lançam-se num ataque imediato que utiliza as vantagens da surpresa e rapidez. São, no entanto, muito flexíveis quanto ao modo de captura das presas, adaptando os métodos às situações que se apresentam. São também capazes de apanhar pequenos animais no solo.
A plumagem dos falcões Micrastur é muito variável de acordo com a espécie. A maioria apresenta um dorso escuro, contrastante com a zona ventral mais clara, cabeça escura e uma coleira branca em torno dos pescoço. Aspectos comuns a todas as espécies são: patas altas e amarelas, cauda longa com listas horizontais brancas, zona facial desprovida de penas e amarela.
O falcão-caburé é uma ave falconiforme da família Falconidae. Também conhecido como gavião-mateiro, gavião-rasteiro e gavião-caburé.
Mede cerca de 36 cm de comprimento.
Comum em florestas densas e capoeiras altas. Vive escondido no sub-bosque e no estrato médio, sendo mais ouvido do que observado.
Ocorre em quase todo o Brasil, com exceção da Região Nordeste. Encontrado também do México à Argentina.
O falcão-críptico é uma ave falconiforme da família Falconidae. Espécie recentemente descoberta (Whittaker, 2002) do gênero Micrastur (falcões florestais). O descobrimento inicial do novo falcão foi capacitada pela sua distinta voz, notavelmente diferente de qualquer um dos congêneres. Foi descrita formalmente pela primeira vez pelo ornitólogo inglês Andrew Whittaker. O autor da nota ouviu um canto incomum quando observava a ornitofauna em Caxiuanã, no estado do Pará (Brasil). Também chamado falcão-da-amazônia.
Este falcão possui aproximadamente 25 cm de comprimento, os indivíduos adultos se diferem dos outros Micrastur, pois além da vocalização diferenciada o falcão-críptico possue uma mancha branca central larga na cauda. Os subadultos (juvenis) possuem duas bandas largas esbranquiçadas. A plumagem da nuca e da coroa são escuras. O bico é curto, afiado e recurvado.
Poucas informações se tem desta ave já que foi recentemente descoberta. Este falcão é raramente visto devido ao habitat remoto em que vive, além de ser uma ave muito arisca. Fica boa parte do tempo empoleirado entre a vegetação cantando. Pelo fato de ser bastante arisco, foge de qualquer barulho para árvores inacessíveis na mata.
Este gavião evasivo habita nas matas de terra firme úmida do sudeste da Amazônia, e com uma população disjunta existindo na mata Atlântica do leste do Brasil (o último conhecimento somente através de espécimes históricas) e merece grande interesse de conservação.
Não há registro dessa espécie no site.
O falcão-de-buckley é uma ave falconiforme da família Falconidae.
Mede entre 41 e 48 centímetros. É uma réplica menor do falcão-relógio (Micrastur semitorquatus).
Florestal, vive em matas de terra firme, matas de várzea e matas ralas em ilhas fluviais, com predominância de imbaúbas(Cecropia) e também, matas secundárias altas.
Raro, é assinalado para o alto Rio Juruá, no estado do Acre e também no estado do Amazonas. Não possui movimentos migratórios.
O Falcão-mateiro é uma ave falconiforme da família falconidae. É conhecido também como Gavião-mateiro, Tauató-i e To-to-i (nomes indígenas, Mato Grosso).
Mede cerca 34 cm de comprimento.
Vive solitário ou aos pares, em florestas úmidas densas, sendo pouco conhecido. Acredita-se que seu comportamento seja semelhante ao do Falcão-caburé.
Ocorre na Amazônia (em direção sul até o Mato Grosso), Bahia e norte do Espírito Santo. Encontrado também nas Guianas, Venezuela, Colômbia e Bolívia.
O falcão-relógio é uma ave falconiforme da família Falconidae.
Devido a seu porte (mede entre 46 e 56 cm), é surpreendente como é de difícil observação. Macho e fêmea são idênticos, esta um pouco maior. A cor da plumagem varia entre indivíduos, havendo exemplares completamente negros, com algumas listras laterais claras na barriga. A plumagem mais característica é negra nas costas, parte superior do pescoço e alto da cabeça. As partes inferiores são brancas ou avermelhadas, com um colar da mesma cor na garganta, estendendo-se pela nuca. Logo abaixo dos olhos (muito grandes e escuros), há uma área da mesma cor da garganta. Entre essa região e o colar nucal, existe uma faixa negra, estreita e ligada ao alto da cabeça. Em qualquer plumagem, a longa cauda é negra, com 4 finas listras brancas, muito separadas entre si. As pernas são longas, amarelas, enquanto a pele nua das narinas é esverdeada e conectada à pele nua e proeminente ao redor dos olhos.
É um falconídeo florestal, habita o interior da mata, raramente observado nas bordas.
Em geral, é mais escutado do que visto. Canta ao clarear ou ao escurecer, um chamado grave, transcrito com “ao”, sendo seus cantos bem pontuais. Essa é a razão do nome comum, devido à constância do intervalo entre os chamados.
Ocorre do México a América do Sul.
O tanatau é uma ave falconiforme da família Falconidae. Também conhecido como falcão-mateiro-cinza.
Mede de 40 a 44 cm de comprimento. Pode lembrar a fase clara adulta do tauató-pintado(Accipiter poliogaster). É uma espécie de hábitos retraídos e pouco conhecidos. Além da longa cauda e das asas curtas. A cavidade do ouvido têm aberturas maiores do que a de outros falcões, resultando numa extraordinária audição, que facilita a detecção da presa através de sons, o rufo facial também pode ajudar na audição, de forma semelhante às corujas.
É visto com frequência nas copas do interior de florestas densas, como matas de terra firme e matas secundárias altas em beiras de rios e igarapés com margens florestadas. Ocupa o horizonte de copas da floresta, como uma forma de evitar competição com o falcão-relógio(Micrastur semitorquatus) que ocupa o sub-bosque.
Presente em toda a Amazônia brasileira, estados da região nordeste e norte do Espírito Santo e Minas Gerais. Também ocorre nas Guianas, Venezuela, Colômbia e Peru.